Turismo em Valença: roteiro para quem gosta de cultura e história

Valença, localizada na Região do Médio Paraíba, é uma cidade de inúmeros encantos culturais e paisagísticos, que a pena percorrer. Suas belas praças e os prédios históricos marcam a história do Ciclo do Café na região. Além disto, o lugar se destaca por sua religiosidade e os atrativos naturais. Muitas destas atrações se localizam na sede do município. Que tal marcar uma visita para conhecer toda essa beleza. Apresentamos um roteiro turístico pelo Centro de Valença, que vai agradar todos os gostos!

Nosso roteiro tem início no Mercado Municipal de Valença, a Feira Municipal da cidade. No local, aproximadamente 120 produtores agrícolas oferecem os mais variados produtos, como legumes (quiabo, jiló, berinjela, abóbora madura), produtos vegetais diversos (tomate, pimentão) e frutas (banana prata e d’água, laranja, goiaba, poncã). Segundo o coordenador do Mercado, o conhecido Chico da Serra, o visitante também encontrará a deliciosa rapadura, queijos diversos, carne de porco e frango assado. Para quem gosta, o Mercado Municipal abriga, inclusive, dois hortifrutigranjeiros orgânicos, oferecendo deliciosos produtos saudáveis. No mercado, o turista ainda encontrará o espaço da Livraria Popular do Projeto Mais Leitura, com obras literárias ou técnicas diversos com baixíssimo custo. Além de lojas diversas de produtos eletrônicos. O Mercado Municipal funciona de domingo a domingo, nos seguintes horários: de segunda a sexta, de 6:30hs às 18:30hs; aos sábados, de 6:30hs às 18:00hs; e aos domingos, a partir das 2:00hs da madrugada, até às 14:00hs.

Depois de sair do Mercado Municipal, o turista pode ir até a Praça Visconde do Rio Preto, mais conhecida na cidade como Jardim de Cima. É uma das duas Praças da cidade, de caráter ajardinado, que foi projetada pelo botânico e paisagista Auguste François Marie Glaziou. O Jardim de Cima abriga um coreto no estilo art-nouveau, fabricado em ferro fundido em 1916. A Praça é cercada por prédios históricos do final do século 19 e início do 20, entre eles, o antigo Palacete do Visconde do Rio Preto (hoje, o Colégio Estadual Theodorico Fonseca) e o Palácio Episcopal da Diocese de Valença (conhecida carinhosamente na cidade como a “Casa do Bispo”). Com um belo chafariz iluminado e um harmonioso conjunto de árvores centenárias, a Praça é espaço de lazer da criançada, que aproveita o local para passear de bicicleta ou brincar no Parquinho Infantil. Além do Monumento à Inteligência, doado pela Academia Valenciana de Letras.

Do Jardim de Cima, o visitante pode dar uma passada na Rua dos Mineiros, via de pedestres de grande apelo bucólico na cidade, local do encontro de amigos e dos bate-papos animados. Além da famosa porrinha, que anima as manhãs de sábado. A Rua dos Mineiros ganhou esse nome por ser o caminho por onde passava o ouro extraído na região rumo ao Rio de Janeiro.

Mais uma de Glaziou

Continuando o roteiro, o turista deve visitar mais uma obra de Auguste Glaziou na cidade. Se trata da Praça XV de Novembro, também conhecida como “Jardim de Baixo”. A Praça contemplativa foi construída em 1884. É lugar de diferentes espécies de árvores e tem uma grande fauna avícola. É ornada ainda com diferentes monumentos, como o Chafariz, onde os escravos encontravam-se para encher os tonéis d’água e lavar roupa, feito em cantaria de granito em 1850; o Busto do Comendador Antônio Jannuzzi, construído em 1915; ou o Divã de Cantaria, de 1831. Entre os principais prédios históricos que rodeiam a Praça está o Paço Municipal, hoje, utilizado pela Câmara Municipal de Valença. O prédio teve sua pedra fundamental lançada em 1854.

O passeio poderá continuar pela Catedral de Nossa Senhora da Glória, onde está instalado o Museu de Arte Sacra. São várias peças expostas reunidas por volta de 1950, com destaque para a imagem da padroeira Nossa Senhora da Glória, vinda de Portugal em 1817; uma pia batismal de madeira, datada de 1809; o sino que anunciou a abolição da escravatura na região; uma custódia de prata de 1806; e a imagem de Santa Cecília em madeira do século 19. De acordo com  curador do Museu, professor Raymundo Mattos, a Catedral fica aberta entre 7:00hs e 17:00hs em dias de semana; e nos horários de missa, aos sábados e domingos. Para visitar, recomenda-se agendar previamente. O contato é pelo telefone (24) 2453-4248.

E o passeio continua, desta vez, pela Fundação Cultural e Filantrópica Lea Pentagna, também conhecida como Casa Lea Pentagna. A instituição foi criada por Lea Josephina Pentagna, mecenas que dedicou sua vida a promover a cultura na cidade. A casa fica no antigo Alto do Barcelos, hoje, bairro do Benfica, e possui 20 cômodos, com móveis de vários estilos. Destaque para o jogo da sala Luiz Phelip; um “recaimer” de palhinha na entrada, a sala de jantar com 12 cadeiras, em couro lavrado e a mesa chinesa com enfeites de madrepérola e marfim. A influência italiana se encontra por toda casa: na biblioteca, nos objetos, na coleção de discos de Vivaldi, nas pequenas mesas de madeira, na sala de banho ou nas gravuras da sala da lareira. O primeiro modelo para piano, de origem inglesa e com mais de 150 anos, valoriza, ainda mais, a sala de visitas com móveis dourados e mostra, a admiração da fundadora pela música. Nas paredes, as telas são, na maioria, assinadas pelo pintor espanhol Timotheo Perez Rubio. A Casa Lea Pentagna ainda conta com um vasto e bucólico jardim, permitindo caminhadas e outras atividades de lazer. De acordo com a Secretária da Casa, Dione, Os dias de visitação são aos sábados e domingos, nos seguintes horários: sábados, de 9:00hs ao meio-dia e de 14:00hs as 17:00hs; e domingos, de 9:00hs ao meio-dia. Durante a semana, é preciso agendar com antecedência pelo telefone 24 2453-4178; ou pelo e-mail: lea.pentagana@uol.con.br. O valor do ingresso: R$ 5 para crianças até 12 anos; R$ 10 para crianças acima dos 12 anos e adultos.

Museu Militar

E para encerrar o roteiro cultural pela cidade, a visita es estende até o Museu Militar Capitão Pitaluga. Instalado dentro das dependências do 1º Esquadrão de Cavalaria Leve – Esquadrão Tenente Amaro -, no bairro Avenida Borba, o Museu guarda vasto acervo relativo à participação da 1º Esquadrão de Reconhecimento na 2ª Guerra Mundial, nos campos da Itália. O nome homenageia o capitão dessa unidade, Plínio Pitaluga, que assumiu o comando em dezembro de 1944 em frente a Monte Castelo. O museu guarda peças raríssimas, cartas de militares, fardamentos e material de campanha, além de flâmulas, medalhas e armamentos. As visitas são guiadas e o turista ainda é brindado com acervo audiovisual. Segundo o capitão Calixto, para apenas um visitante, não é necessário agendar: as visitas acontecem de segunda a quinta-feira, de 8:00hs às 11:00hs e das 14:00hs às 16:00hs. Na sexta-feira, de 8:00hs às 11:00hs. Nos finais de semana, não há atendimento individual. Para grupos, é preciso agendar para quaisquer dias. Pelo telefone (24) 24584424 ou e-mail relpubesqdcl@hotmail.com, com antecedência de no mínimo 7 dias.

 

Paulo Henrique Nobre

Jornalista – Assessor de Imprensa

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