Um pequeno tour pela Festa da Glória, uma experiência totalmente valenciana e que deve ser vivida por todos

Por João Lameira

Da mesma forma que todo brasileiro anseia pela chegada do Carnaval, é via de regra que dentro do nosso micro cosmo valenciano a nossa mais esperada data é a Festa da Glória. Parte do sangue valenciano, vivermos os 10 dias de festa com um sorriso estampado no rosto, com um agradável sentimento de comunidade. O valenciano pauta o ano em antes e depois da Festa da Glória.

A festa da padroeira de nossa cidade quebra as barreiras religiosas – apesar das fortíssimas raízes sempre presentes – e torna-se um evento cultural da cidade. A festa tem a origem católica, mas é uma festa de todos e para todos. É uma experiência. E a minha começou no sábado, 03/08, o primeiro dia da 183ª  Festa de Nossa Senhora da Glória. E vou contar aqui um pouco do que temos nesse ano.

A maioria de nós, após anos de vivência nesse evento meio que já sabe de cor onde fica cada uma das tradicionais barracas. Mas sabemos também que todo ano tem algo novo, alguma coisa nova pra provar, conhecer. Com esse sentimento, por exemplo, até uma carrocinha de churrasco grego na Rua dos Mineiros no sábado já acabou sendo uma pequena surpresa, apesar de tecnicamente aquela rua não fazer parte do circuito da festa. Mas vamos às barracas em si, destaquei algumas que em minha caminhada acabei encontrando e achando interessante.

Logo de cara nós já chegamos às tradicionais barraquinhas de crepes e drinks no pé da ladeira. Ali mesmo, na grade já temos um destaque, que é o crepe da Gisele. Mas aqui já deixo mais uma dica: vale comprar um crepe, tomar uma dosezinha pra esquentar nesse frio? Vale, mas ali coladinho tem uma barraquinha com um cone de franguinho frito que é um sucesso, pode confiar! Sim, esse texto vai te deixar indeciso.

Seguindo nossa caminhada, vamos ali por baixo mesmo, no asfalto, calma, vamos chegar lá na Catedral ainda! Sabemos que na Padre Luna o que impera são as barracas de roupas, miudezas, brinquedos, bijuteria… uma beleza pra quem gosta de garimpar – sempre tem aquela coisa que você não sabia, mas precisava muito! Digo isso por experiência própria, no sábado em que passei por ali eu vestia um casaco daquela barraca do couro comprado ano passado e essa barraca está de volta.

Mas se engana quem acha que ali embaixo só tem isso. Seguindo sua caminhada você vai perceber o tradicional churros, umas barracas de espetinho, ou até mesmo o carrinho do milho verde. Entretanto o que eu quero destacar aqui é a barraquinha da Cachaça Serra Azul. Só lá que você vai poder degustar uma cachaça ou licor dos mais variados sabores. Café, morango, doce de leite, pequi, amora… Tem de tudo! E claro, uma cachaça envelhecida maravilhosa. Tudo isso em vários tamanhos de garrafas, prontos para dar como lembrança para alguém querido  – inclusive em kits com copinhos.

Compras feitas, vamos seguir nosso caminho, subindo pela rua da Câmara, pois ali mesmo na esquina nós já damos de cara com uma já tradicional barraquinha da Maria Helena, de bombons deliciosos! Vale muito a pena conferir. Ainda nessa subida encontramos muitas barracas atrativas à criançada: tiro ao alvo, pescaria, passeio em realidade virtual – esse já presente desde o ano passado.

Ainda nessa ladeirinha vale muito uma dica pra quem caminha pela festa. Fiquem ligados nas barraquinhas de comes e bebes, que não é só por que não estão la no meio da festa que não tem sabores interessantes para se provar. Além de uns precinhos camaradas demais – fica a dica pra galera da cerveja!

Mais a frente, já passando da altura do portão do jardim de baixo e chegando já no centro da festa nos deparamos com dois dos mais tradicionais locais dessa festa: à direita a tradicionalíssima cocada e virando na rua do Clube dos Democráticos, a feirinha de roupas – ali é se preparar para a pechincha e sair garimpando roupas. Subindo mais um pouco as opções de comida começam a se multiplicar num nível que já deixa qualquer um indeciso.

Ali mesmo já temos os caldos e comidas orientais do De Bem com a Vida, as batatas, queijos e massas da Casa Fort – estreando na festa -, a barraquinha da pizza, as barraquinhas de comida baiana (um acarajé na festa, quem nunca?), a tradicional barraca Farani com aquele caldo de cana pra refrescar o dia e claro, o já lendário espetinho camarão da festa, presente no imaginário valenciano quase tanto quanto a própria festa.

Cabe aqui um destaque também pra barraquinha da Jamaica, que esse ano está de volta com as canequinhas de bambu e aquela pinga com mel. Mas continuando o caminho, chegamos ao entorno da Catedral e ao Pavilhão Leoni. Então aqui, para finalizar vamos àquelas barracas que se você tem que visitar pra falar que esteve na Festa da Glória!

Quase no Pavilhão você já passa por duas delas: o Colengo e seus deliciosos churrasquinhos, e a Nice, aquela pizza frita que você precisa provar. E ali, de frente pro pavilhão o melhor cachorro-quente tradicional que você vai provar: a barraca da Amélia (que também tem outras opções de delícias). Logo ao lado já temos mais barracas de drinks e também um dos mais famosos churrasquinhos da cidade na barraca do Juquinha.

E se estamos falando de pratos famosos da cidade, é ali mesmo que está a barrada do Tim Tim com os mais variados sabores de pastel (todos valem a pena provar, sério!). Então entramos no pavilhão e aqui é jogo rápido, porque você sabe muito bem qual é a barraca do Santana. Com certeza já comeu um churrasquinho no Emaús e comeu uma pizza no Pezzetto (claro que eles estão na festa). Sobremesa? Então é só passar na barraca de Tortas da Adriana, que fica ali perto de barraquinhas de massas, de caldos… Eu não disse que era pra deixar indeciso?

Ah, e como não falar do Fusca Pub que conta com um hambúrguer do The Gusta exclusivo pra Festa? Olha, já andamos bastante e nem conseguimos ver tudo! O palco já está montado e o som logo deve começar. E ali do lado dele ainda temos umas barracas de drinks, de doces, de comes… Isso sem falar do outro lado da catedral, onde fica a Rua Cultural da UNIFAA. Lá o Expeto e o Bat Papo, bares famosos da cidade têm suas barracas próximas à uma, que traz várias delícias da Serra da Canastra.

Olha, foi uma jornada, e que jornada! Mas acho que ainda falta provar muita coisa! Vamos sair por aí que a Festa vai até o dia 15, dia de Nossa Senhora da Glória e tem muita coisa pra falar ainda. Até porque ainda nem subimos no Jardim de Cima pra conferir o parque de diversões da festa…

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